quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Diálogo entre Eva e Zaratustra: sobre verdades e árvores







Eva: – Amado Adão, aquela árvore que nos foi proibido tocar, a árvore do conhecimento do bem e do mal, não é nem foi funesta ao mundo. Ao contrário, seus frutos tem cor agradável à vista e são doces ao apetite. Não morreremos, teremos discernimento e seremos como deuses. Come o fruto que te ofereço e serás tão feliz como eu. (Gênesis 3: 5,6)

Zaratustra: – Fora, fora, ó verdades de olhar sombrio! Não quero ver em minhas montanhas acres verdades impacientes. Dourada de sorrisos, de mim se acerca hoje a verdade, adoçada de sol, bronzeada de amor – só uma verdade madura eu tiro da árvore. (Nietzsche. Ditirambos de Dioniso, 1888)


2 comentários:

  1. ...verdades bronzeadas de amor...
    como será que seria isso?

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  2. Para o filósofo bigodudo, fomos enganados por Eva – influenciada pela Serpente, diga-se – não por não termos virado deuses imortais, mas por não termos o prometido discernimento: ainda nos amarra na boca o gosto de acres verdades impacientes..., ou pode ser também que ele sonhava com uma morena numa praia de Pernambuco, né?

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